sábado, 21 de novembro de 2009

POEMA METAMÓRFICO


Como um granulito de emoções,
Forjado nas catazonas do meu ser,
Tenho junções tríplices de sensações.
E como um blastomilonito,
Nos planos de falha do meu reverso viver,
Sinto-me cisalhado, triturado,
Esperando feito uma fratura profunda
Um metassomatismo a me varrer.

Mas não sou um reles anquimetamorfismo.
Não sou coisa, coisinha, nem coesita.
Não estou grávida, prenha, tampouco prehnita.
Não ficarei corno, nem cornubianito.
O certo é que sou como um tectito,
Que nos problemas e astroblemas acadêmicos
Está sempre FUNDIDO...

Oh, intrusões que emanam do âmago de libertinagens graníticas!
Aquece-me com seus amenos 600 ° C!
Banha-me com seus voláteis!
"Hornfelsa-me", abriga-me em suas estupendas aureólas!
Recristaliza-me em mármore puro!
"Xenotilize" mágoas de peridotitos do meu viver!

E numa crise de anatexia profunda,
Por entre voláteis de luxúria,
De um modesto granulito um migmatito passo a ser.
Leucossoma de felicidades...
Melanossoma de amarguras...
Mas o paleossoma, intacto,
Não nega o meu humilde protólito.
Pois de um simples magma eu vim
E um pífio sedimento, por fim, torna-me-ei...

By Nelson Jr

TESTE - METAMORFISMO

Teste seus conhecimentos sobre metamorfismo! Acesse www.netxplica.com/exercicios/geo11/46.rochas.metamorficas.htm e relembre fundamentos da Geologia Metamórfica!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

EMPORCALHANDO A TERRA...

Nossa vergonhosa atitude para com o planeta...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

OS SUPER PODERES GEOLÓGICOS


Forjado nas profundezas do inferno da Terra, sob altas condições de pressão psicológica e temperatura (vide menopausa), o ser legendário chamado geólogo se cristaliza, desenvolvendo seus super-poderes geológicos. Entre fusões parciais de neurônios, um medíocre indivíduo até então em plena sanidade mental total ignorância geológica passa a ser um verdadeiro vidente/filósofo/bam-bam-bam, deixando seus pífios neurônios de textura afanítica para outros de textura pegmatítica. A partir daí, os poderes inerentes ao geólogo são tão surpreendentes que reduz ao tamanho argila qualquer heroizinho de meia tigela vestindo suguinha vermelha.


Fica a seguir um pequeno resumo dos principais super poderes geológicos. Caso ainda você não tenha conseguido desenvolver nenhum deles, não se apoquente: o Geoboteco, mais uma vez preocupado com o futuro profissional de seus leitores (kkk) fornece dicas de como alcancá-los. Não é muito simples, porém com um pouco de loucura (que eu sei que você tem de sobra, caso contrário não estaria lendo essa $%#@¨&*) você chega lá. Pronto? Então vamos lá...


Poder 1: PREMONIÇÕES

Não há evidências concretas, mas acredita-se que tal poder esteja relacionado a doses cavalares de H2S inalado de erupções vulcânicas. Outra hipótese, porém pouco plausível, remonta ao geólogo primitivo: depois da criatura ter pisado em seixos, caído de um vale e batido a cabeça num matacão de granito premonições passaram a fazer parte do intricado cérebro desse ser, característica essa passada de geração em geração. Observe:


Cérebro Pré-Geologia


Cérebro Pós-Geologia

Não é vudu, charlatanismo nem tampouco pacto com o cão, mas o geólogo é capaz de deduzir onde encontrar, por exemplo petróleo, usando apenas alguns lápis de cor, uma bússola e uns martelinhos legais! E não para por aí: depois de agredir um bando de inocentes e indefesas rochas, constrangê-las depois de olhá-las por horas e humilhá-las riscando-as com giz, é capaz de desvendar o passado e até mesmo o futuro da Terra! Desconfiado de uma galhada a enfeitar sua cabeça? Não hesite: contrate os serviços de um geólogo que certamente ele descobrirá sua cornitude...

A premonição é um dos super poderes geológicos mais comuns, todavia um dos mais difíceis de se desenvolver. Ela está presente em indivíduos com um estágio de degradação mental desenvolvimento intelectual mais avançado. Para exercitá-la, aí vai alguns exercícios simples:

- Colete um ritmito qualquer e leve-o para um ambiente tranquilo, isento de ruídos. Posicione seu ouvido próximo à rocha e fique a escutá-la atentamente... Não ouviu nada? No começo é normal, mas pouco a pouco você será capaz de descobrir o ritmo preferido de cada ritmito: uns gostam de samba, outros de pagode, alguns de rock... (isso foi tosco!)

- Pegue uma obsidiana e conte quantos grãos (?????????) você consegue distinguir. A maioria não consegue visualizar nada, mas há quem diga que viu dois grãos formando uma geminação de Carlsbad, um com estrias de crescimento oscilatório e um outro com alto grau de arredondamento... TENSO!

Poder 2: Contato com os Mortos
A comunicação com os moradores da terra dos pés juntos não é algo próprio somente de um médium: o geólogo também é capaz de realizar tal façanha. Para tanto, o nosso personagem principal não investiga o defunto por meio de sua sensibilidade com os espíritos, mas o retira diretamente do seu descanso de milhões de anos. As pobres criaturas, que vão desde baratas pré-históricas, espinha de sardinha, vegetais, frutas e até verduras, são incomodadas descaradamente por um bando de pessoas curiosas, que com seus martelinhos super legais (que não são de pedreiro, carpinteiro e nem de bater bife) destroem seus túmulos rochosos. Mas o incômodo com as almas penadas não param por aí: a especulação inclui também a vida íntima do falecido. O geólogo bisbilhota sua moradia, idade, hábitos e até mesmo verifica sua flora intestinal, pois apanha as fezes fossilizadas da infeliz criatura, materiais estes mais conhecidos como coprólitos (um eufemismo para suavizar o peso da palavra...). Pelo menos esse estorvo serviu para alguma coisa: compreensão dos processo evolutivos da vida na Terra, dos paleoclimas, eventos importantes como extinções em massa, etc.



FÓSSEIS MANJADOS


TRILOBITA


AMONITE


Dercy Gonçalves (um dos "fósseis vivos" que tinhamos...)


Poder 3: De volta ao Passado

Se o geólogo não fosse um geólogo, poderia ser perfeitamente um detetive. Na verdade ele já é um, só que um investigador diferente, responsável por decifrar a história da super anciã Terra. Observando um punhado de farelos denominados sedimentos, assediando sexualmente os argilitos ao lamber seus cangotes (que às vezes são siltitos, mas os geólogos, em geral, tem uma maior tara pelas argilas) e fazendo outros atos excêntricos, esses profissionais podem deduzir o que ocorreu em uma determinada área. Em outras palavras, com base nas evidências impressas nas rxs, podem reconstituir a história geológica de uma região. Creio que a maioria do nosso público leitor tenha conhecimento de que isso se trata, mas para as pessoas leigas temos uma ilustração esclarecedora sobre o assunto. Observe:

Considere uma situação S com um crime C, em que estão envolvidos os personagens X, Y e uma rocha P. À primeira vista, a maioria das pessoas diria que X, por ter a possível arma do crime em mãos, teria matado Y. Essa seria uma forte evidência do assassinato, mas pensando como um geólogo, as coisas não seriam bem assim! Vamos pensar nas hipóteses mais comuns que um geólogo formularia a respeito do caso acima:

1ª) X teria realmente a culpa. Mas como isso é tão óbvio, podemos descartar essa hipótese instantaneamente, porque se é fácil, não é Geologia.

2ª) X teria a culpa da morte de Y, mas não o matou... Entendeu? Vejamos: X estaria fazendo seu lanche com a faca, quando, por acidente, Y tropeçou em R e caiu de cabeça na lâmina. A culpada de tudo, portanto, seria a rocha.

3ª) Y não morreu pela facada, mas por susto ao ver a faca suja aparentemente de sangue (que na verda era catchup). Logo, Y morreu devido a sua própria frescura.

4ª) N.R.A

É mais ou menos esse o dilema ao reconstiutir o passado de um determinado local: infinitas possibilidade e infinitas dúvidas. Caso não consiga dizer nada ao ver um afloramento de qualquer rocha, diga a célebre e infalível frase, aplicável a inúmeros casos por geólogos:

"ISSO É MUITO COMPLEXO!"

Como podemos perceber, o geólogo é um ser dotado de incríveis atributos. Seus poderes são incrivelmente incríveis, de espantar qualquer vivente ou até ele mesmo. Deixemos de ler e assistir às rídiculas histórias de super-heróis de sungas e roupas bregas e idolatremos nossos super-heróis da vida real! E viva o ser GEÓLOGO! XD

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

CAMPO DE PETRÓLEO GIGANTE NO GOLFO DO MÉXICO.


Mais uma descoberta para o mundo dos combustíveis fósseis. A BP anunciou a descoberta de petróleo no Golfo do México, trata-se do poço Tiber. Para se ter uma idéia do tamanho, estima-se que pode conter ao menos 3 bilhões de barris. Esse compo encontra-se a 400 km a sudeste de Houston e atingiu um total de 10.685 metros de profundidade, um dos poços mais profundos já perfurado, sendo maior que a altura do Monte Everest.

Vale ressaltar que a Petrobrás possui uma fatia de 20% na descoberta do Tiber, o que adicionará quase 5% às suas reservas petrolíferas estimadas em 14 bilhões de barris em 2008.

RARIDADE

Se alguém te perguntasse de qual mineral se trata a foto acima, qual você arriscaria? Não... Não era o que você estava pensando: essa belezinha é nada mais nada menos que um espinélio com hibonita! A raridade foi encontrada no município de Piatã, aqui na Bahia, por um garimpeiro apelidado Dida, com 20 anos de experiência na área. Depois de pesquisas feitas por universidades brasileiras, entre elas UFBA e UNICAMP, ficou constatado: é o único do mundo. Ô, lá em casa!
NÚMEROS:
- 14 cm de altura
-23 cm de diâmetro
- 405 gramas

Fica aí um videozinho (PS.: peguem um babador...):

lol

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

EU FOSSILIZO, TU FOSSILIZAS...

... Ele fossiliza!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ENTRE A ROCHA E A CRUZ

Não é de hoje que ciência e religião trocam farpas entre si. Cada qual defendendo seus princípios, o conflito ideológico entre ambas era praticamente inevitável: novas descobertas científicas eram dura e instantaneamente atacadas pelo conservadorismo clerical, ao mesmo tempo que críticas ferinas eram lançadas ao mundo religioso. Diante disso, fica uma pergunta: é possível conciliar a Geologia, uma ciência a qual explica a evolução da Terra em bilhões de anos, com uma religião que relata a criação do mundo em sete dias?

O livro "Deus, um delírio", do biólogo inglês Richard Dawkins, retrata bem esse dilema razão versus fé. Nele, o autor retrata um caso dramático envolvendo o geólogo Kurt Wise, o qual abdica de sua promissora carreira em nome da fé. Radical? Talvez, entretanto, é impossível negar a existência de pontos extremamente antagônicos, um deles mencionados anteriormente: a idade do planeta. Segundo escrituras bíblicas, a Terra seria bastante "jovem" (com apenas 6 000 anos), ao contrário da datação geológica, determinada em intermináveis 4,56 bilhões de anos. Então o que dizer? A única coisa a se considerar é o fato da Bíblia ter uma grande carga metafórica em seus textos, algo induzidor a interpretações errôneas.
Outra coisa a se analisar está presente no conteúdo fossílifero de rxs sedimentares. A partir de organismos preservados, podemos tirar conclusões acerca da evolução da vida na Terra, desenvolvida de forma paulatina ao longo de uma extensa escala de tempo. Ao observá-los, é possível notar uma clara diferença na complexidade dos seres mais recentes em relação aos mais velhos, dando respaldo à Evolução das Espécies de Charles Darwin. Isso subverte totalmente a ideia religiosa de que a natureza e as espécies carregam o germe da perfeição - como se tivessem sido projetadas para funcionar como uma máquina maravilhosa. A evolução que observamos nos fósseis, ao contrário, não tendem a perfeição, mas sim à necessidade de adaptação às novas condições de vida nas quais os organismos estavam submetidos. Uma questão de sobrevivência, e nada mais.
O motor da fé e da religião são distintos, fé e espiríto contra dúvida e razão, chegando a ser surpreendente coexistirem no mundo de hoje. Isso indica que nenhuma das duas possuem um domínio sobre a outra, dando a ideia de um certo equilibrio entre ambas. O que se pode concluir, por fim, é que nenhuma responde as perguntas da outra, mas podem existir em harmonia, desde que haja um respeito recíproco. Todavia, cabe a cada um de nós decidir se é possível ou não uni-las, assimilando um pouco de cada para si ou se dedicando integralmente para uma das duas.
Entre a rocha e a cruz: com qual você fica?

sábado, 15 de agosto de 2009

FORMAÇÃO DAS ROCHAS ÍGNEAS


Simples assim... XD

domingo, 9 de agosto de 2009

HOMENAGEM: CASAL KRAFFT


Dotados de uma coragem inigualável e de uma verdadeira paixão pelos vulcões, os franceses Katia e Maurice Krafft arriscaram suas vidas para estudar as imponentes e perigosas manifestações vulcânicas do mundo. Destemidos, não se acanhavam em presenciar a pouca distância erupções violentas, sendo por isso considerados como loucos por muitos cientistas. Entretanto, é necessário lembrar que essa "insanidade" colaborou para o estudo dos vulcões, algo que poucos se aventurariam em fazer, ainda mais tão de perto.

Em Maurice, essa fixação começou aos sete anos, quando seu pai o levou para para presenciar a erupção do Stromboli. Coincidentemente, Katia também se interessou a partir do mesmo vulcão, mais tardiamente, aos quartoze anos. Ao se unirem, começaram uma difícil trajetória para fazer suas viagens: a falta de financiamento os obrigaram a trabalharem como operadores de câmeras e a aproveitarem tudo o que vissem para lançar um livro ou outra coisa que garantisse lucros.

O casal Krafft não parava: era só receberem uma notícia de erupção que lá estavam eles, desafiando espirros de lava, cinzas e piroclastos, filmando, fotografando, coletando amostras e descrevendo de perto violentas manifestações vulcânicas. Presenciaram fenômenos os quais qualquer geólogo desejaria ver, como o nascimento de um vulcão.

O que diferencia estes vulcanólogos dos outros é justamente o estudo de perto dos vulcões, visto que era mais comum sua análise baseada em filmagens. E foi justamente essa ousadia ausente em muitos que os levaram a um trágico e inevitavável fim: em 3 de jundo de 1991, quando assitiam a uma erupção no monte Unzen, Japão, morreram tragados por um derrame piroclástico.
O mundo tinha perdido dois importantes cientistas, mas ganho preciosas informações sobre vulcanologia...

domingo, 2 de agosto de 2009

GEOLOGIA - CAMPO ESTRUTURAL

Hilário!!!

sábado, 11 de julho de 2009

quarta-feira, 8 de julho de 2009

TERREMOTOS - COMO REAGIR


De repente a terra treme, construções são derrubadas, incêndios surgem repentinamente, gritos de horror e desespero são ouvidos... É mais ou menos este o cenário de um terremoto. Quem viveu tal experiência talvez nunca se esqueça da incrível e assustadora força da Terra. Mas diante deste quadro assutador, é preciso primeiramente ter calma para não tomar decisões precipitadas, as quais podem acarretar consequências fatais. Existem algumas preucações a serem tomadas em casos de sismos, que você confere logo abaixo. Tudo bem que o Brasil não é um país próximo a limites de placas tectônicas, mas mesmo assim ele já experimentou desde um tremor "modesto" de 5.2 (1980, Ceará) a até tremores de maiores proporções (6.6 em1955, Mato Grosso) segundo a Escala Richter. Vale lembrar que os tremores podem ser causados também por falhas. Logo, não estamos isentos de um terremotos, já que a Terra é um planeta muito dinâmico...
DENTRO DE CASA
Proteja-se debaixo da mesa ou de uma escrivaninha. Se você não tiver esses objetos, cubra a cabeça com o que estiver por perto (por exemplo, uma almofada ou um travesseiro). Amarre uma lanterna perto da cama e tenha outras na casa ou apartamento. Tenha velas também. Fixe uma caixa perto da cama para documentos (passaporte, gaijin torouko, caderneta do banco), óculos, dentadura e outros objetos, como agulhas, cortador de unha, carimbo e dinheiro. Não esqueça também de fixar os móveis e mobílias que poderão ser jogados para longe com o abalo. Não saia de casa até o tremor terminar. Se possível, deixe a janela e/ou a porta aberta para garantir uma rota de fuga. O registro do gás, a fonte de eletricidade, assim como o aquecedor, devem ser desligados. Caso haja um princípio de incêndio, utilize o extintor. Se o óleo de cozinha ou querosene estiverem em chamas, não utilize água para apagar; cubra o fogo com uma camisa úmida. Combine com os amigos três ou mais lugares para se encontrarem, caso a comunicação seja difícil.


SUPERMERCADOS OU SHOPPINGS
Proteja a cabeça com a bolsa e fique sempre longe das estantes. Encoste assim que possível nas paredes e nos pilares reforçados. Não corra de imediato para a saída, siga as orientações dos encarregados pela segurança local. Na fuga, utilize somente as escadas e nunca entre nos elevadores. Não queira sair do local de carro para não causar congestionamentos nem atrapalhar a circulação das viaturas.

LOJAS SUBTERRÂNEAS
Encoste nas paredes e pilares reforçados. Mesmo que as luzes se apaguem, não entre em pânico. As luzes de emergência logo se acenderão. Em caso de incêndio, coloque um lenço ou toalha sobre o nariz e a boca e fuja rastejando junto ao chão. Na hora da fuga, siga na direção da corrente de ar frio.


ANDANDO NA RUA
Fique longe dos muros. Pedaços de vidro e lajes podem cair, portanto, não se aproxime dos edifícios e procure abrigo em parques e lugares abertos. Não fique parado, proteja a cabeça com a bolsa. Não se aproxime de modo algum das máquinas de venda automática, das casas e dos edifícios. Também não se aproxime dos fios de alta tensão.


INTERIOR DE TRENS E METRÔS
Pode ocorrer uma parada repentina, por isso, segure-se bem nas cordas e corrimões. Mesmo que ocorra uma parada, não abra e nem use de imediato a saída de emergência. Também não pule pela janela. Siga e obedeça as instruções do maquinista.


DIRIGINDO O CARRO
Encoste o carro na direita ou em algum lugar aberto, desligando o motor. Se houver um policial direcionando as regras do trânsito, obedeça as suas orientações. Ao se afastar do veículo, deixe a chave na ignição e não trave a porta. Se estiver em uma rota expressa ou túnel, reduza a velocidade e busque um local seguro. Pode parecer estranho, mas cuidado com voluntárias que podem querer tomar coisas de valor das vítimas.


FONTE - ADAPTADO DE:
www.geologia.ufpr.br/cenacid/agirterremotos1.doc
http://www.brasilescola.com/brasil/terremotos-no-brasil.htm

sábado, 4 de julho de 2009

EFERVESCENCE

Calcita como vocalista, Malaquita na Guitarra e Cerussita na bateria: esse é o EFERVESCENCE. Banda composta por talentosos carbonatos, é a nova sensação no mundo da música geólogica. Seja rock, pagode, samba, sertanejo, hip-hop ou reggae, eles estão prontos a fazer uma música de qualidade para vocês. Fiquem ligados: a qualquer momento o EFERVESCENCE te apresentará um dos seus grandes sucessos...
Aguardem!

CLIVAGENS DO CORAÇÃO - CAP II

CAPÍTULO II - TERREMOTOS DA PAIXÃO
O relacionamento entre o quartzo e microclina estava como o mineral halita: totalmente instável. Bastaria uma solução de ataque ou mesmo uma simples reação de hidrólise para abalar o sistema cristalino daquele decadente amor. A princípio, a paixão entre ambos era como um hábito cúbico: perfeito e tenaz, fazia inveja aos casais mineralógicos daquele diápiro. Agora era como um hábito micáceo: tão frágil que num escorregar de dedos se desfazia.

A razão para essa instabilidade amorosa que nem a série de Goldich poderia explicar eram os boatos de infidelidade do quartzo. A microclina custou a acreditar em tais rumores, mas ao flagrar seu amado silicato olhando com voluptuosidade para uma granada seu mundo caiu. Depois de se acabar em rios de lágrimas iônicas, entrou numa intensa discussão com seu parceiro, que entre uma desculpa esfarrapada e outra deixava sua imagem mais distorcida que a organização interna de um amorfo.

A granada em questão era um almandina, um mineral isométrico que esbanjava sensualidade com sua forte coloração arroxeada. Era praticamente perfeita: suas faces eram tão planas e lisas que mais pareciam esculpidas por um exímio artesão, formando um cristal dodecaédrico único naquela rocha. De certa forma, essas características deixavam a microclina ao mesmo tempo despeitada e atenta, tomando as devidas preucações para que o quartzo não se deixasse levar pelas propriedade físicas e químicas de um tentador silicato.

- Muito bem, quartzo - disse a microclina - eu posso não ser isométrica, mas sou triclínica com muito orgulho. Tenho eixos tortos e desiguais, eu sei disso, mas também tenho uma coisa que aquela "silicata" não tem e nunca terá: um belo par de clivagens! Clivagens estas que arrancam suspiros de muitos feldspatos por aqui!

- Por favor, microclina, poupe-me desse mineralodrama... Não vamos por em pauta hábitos, sistemas cristalinos ou qualquer outra propriedade física ou química! Nada disso vem ao caso! Estou cansado de suas suspeitas ridículas e infundadas. Nossa relação está insustentável: acho melhor acabarmos por aqui mais uma vez!

- Eu te imploro: mais uma vez a separação não! O que há de errado comigo? O meu sistema cristalino? Minha cor verde não te agrada? Ah, já sei! São minha estrias... Eu juro que vou tirá-las, farei um processo de exsolução ou qualquer outra coisa, mas por favor, não se vá! Eu te amo!

Quando o quartzo fez menção de responder à microclina, um forte tremor de terra abalou o diápiro, fraturando-o em uma de suas laterais. Um enorme bloco rochoso despencou de um formação, dispondo-o bem em frente a ele. Depois de um ruído grave proveniente do terremoto, aquele local ficou em profundo silêncio. A dinâmica interna da Terra tinha reservado um novo destino para aqueles minerais...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O IDENTIFICADOR

Identificar minerais somente com suas propriedade físicas macroscópicas não é uma tarefa para um reles mortal. Além do indivíduo ter um bom conhecimento da mineralogia teórica, é necessário possuir, entre tantos outros atributos, paciência e sorte (ou se preferir, o chulo termo "cagada", às vezes mais adequado). Vendo que a maioria das pessoas não têm essas características de um lendário identificador, observando ameaças de multidões por ter fracassado nessa perigosa empreitada, e prestando serviço às vítimas estudantes da Mineralogia, o Geoboteco elaborou um manual com preciosas informações de como ser O IDENTIFICADOR. Elaborado com base em fatos reais, ele é garantia de sucesso absoluto caso seguidas as instruções corretamente. Confira!


1ª Etapa - A PREPARAÇÃO


Antes de tudo, é aconselhável tomar um banho de sal grosso, ir para a sessão do descarrego ou receber uma água benta. Coma alimentos leves e beba bastante líquido. Garanta seu Dana com antecedência, de preferência o que possuir menos folhas arrancadas. Na verdade, isso vai ser um pouco difícil, já que sua origem remonta o Arqueano, sendo os exemplares disponíveis nada mais nada menos que fósseis não muito bem preservados. Caso tenha rinite ou algo parecido, disponha de centenas de lenços de papel ao seu lado ou uma máscara para se proteger, já que as páginas carregadas de poeira podem ser fatais. Se não achar um manual completo, você se lascou reze à Nossa Senhora da Geologia para o mineral a ser identificado não seja justamente o da folha arrancada...



2ª Etapa - A IDENTIFICAÇÃO

É chegado o grande momento... Repire fundo, feche os olhos, repita para você mesmo e depois para o mineral: "Você não é mais do que eu!" Afinal, o que é um mineral senão um composto químico, sólido, de origem inorgânica e natural, de composição química definida, mas variável dentro de certos limites, com estrutura atômica ordenada e de propriedades físicas e químicas específicas, as quais possibilitam identificá-lo e classificá-lo afim de facilitar seu estudo? (ufa!!!) Sendo assim, mão à obra!

Dê preferência a descrever as propriedades que até uma criança de 5 anos saberia, como a cor. Caso tenha dificuldade, roube a caixa de lápis de cor do seu irmãozinho e leve consigo na identificação. Em seguida, veja o brilho. Se tiver dificuldade também nessa propriedade, você é uma anta mesmo isso é fácil de resolver: para o brilho sedoso, basta observar um cabelo que não seja do tipo pixaim; para o brilho ceroso, deixe acumular bastante cera no ouvido, tire-a e depois observe-a. O próximo passo é a clivagem, um pouco mais difícil de observar. Se não conseguir achar a maldita, não se acanhe em apelar: jogue a desgraça mineral no chão e quebre-o: aí sim poderá observá-la sem maiores problemas. E ainda tem a dureza, que às vezes é um dureza de inferir. Mais uma vez, não se intimide: se for preciso para o seu sucesso, acabe com o vidro que te deram, esfregue o mineral na placa de traço (caso ele tenha um, óbvio) até ele virar pó etc, etc... O ruim da história só vai ser pagar tudo isso depois. Mas o que importa esses ridículos detalhes se você conseguir nomear o mineral?

Outra coisa que pode te ajudar são os ensaios químicos, dependendo das bugigangas materiais que seu laboratório possui. Mas se seu local de trabalho for desprovido desses apetrechos, nada de desespero! Você é um futuro geólogo, e como tal, tem que saber improvisar! Morda, lamba, deguste, cheire, dê seu sangue caso o Dana indique como necessário para alguma reação química, cuspa se não existir água e ela for fundamental na distinção entre um mineral e outro... Enfim, apele! É a sua nota que está em jogo!


3ª Etapa - A CONCLUSÃO

Quando todos os artifícios possíveis e impossíveis se esgotarem, e você tiver certeza (ou não) do que fez, é hora de colocar o nome do mineral. Esse é um momento tenso, portanto, nada de afobação! Num momento de extrema insanidade mental e de desespero imensurável, algumas pessoas chegam ao ponto de perguntar ao mineral qual o seu verdadeiro nome, chegando até a ameacá-lo. Reza a lenda que um estudante, desconfiado que o mineral em mãos era uma calcita, ameaçou jogar ácido clorídrico nela caso a mesma não se entregasse. O carbonato, temendo a inevitável efervescência, confessou ao aluno a sua identidade. Mas isso são meros boatos, e tais estratégias tão despreziveis e irrisórias não são condizentes com você (risos). Logo, "seje ômi" e nomeie o mineral sem medo e com honra!

Feito isso, está tudo pronto. Agora é só esperar o resultado e festejar sua vitória! Viu como não precisa ter medo de uma simples "pedrinha"?

Obs.: O GeoBoteco, um blog sério e reponsável por seus artigos, se isenta de quaisquer possíveis danos, sejam eles físicos, psicológicos, acadêmicos ou financeiros referentes ao uso negligente do presente manual. Utilize-o com moderação. =)




sábado, 27 de junho de 2009

A MINERALOGIA FEMININA

Mulher Quartzo: tão comum que em qualquer canto de esquina ou boteco se encontra. Dura e grosseira, aguenta qualquer porrada intacta. Disponível em várias modalidades;

  • Mulher Pirita: mais conhecida como "A Mulher dos Tolos": de longe, parece uma Juliana Paes, de perto, o sujeito se dá conta que é uma Dercy Gonçalves. Além de ter fartas estrias, torna-se baranga facilmente se exposta ao ar;

  • Mulher Enxofre: cuidado: seu poderoso CC pode te levar a perder os sentidos!

  • Mulher Bornita: simpática, mas nunca mostra o que realmente é, já que sempre tem uma pátina a recobrindo. Se não fosse o "r" seria bonita;

  • Mulher Magnetita: seja em idas a festas ou a seu próprio trabalho, vive colada em você. Aconselhável substitui-la por uma Ilmenita, semelhante a ela, mas não tão grudenta;

  • Mulher Halita: mulher difícil: só gosta de produtos de preço salgado;

  • Mulher Albita: até bonita, mas muito branquela. Também possui estrias, porém, se você não olhá-las sobre a luz, dá até pra encarar...

  • Mulher Talco: frágil, mole e sensível, mas tão porca que ao tato é untuosa;

  • Mulher Diamante: apesar de extremamente dura, é bela, sensível, inteligente... Enfim, perfeita. Mas não se anime muito: estas são raras de se encontrar.

E você, que tipo de mulher é?

NORMAL E IMPROVÁVEL

É incrível como as coisas mudam.
Coisas que hoje são normais antes eram improváveis. Um exemplo bastante comum disso são as mulheres no mercado de trabalho. Antes era improvável e inconcebível uma mulher ter uma profissão que não fosse a de dona de casa, elas já cresciam aprendendo essa tarefa. Hoje é normal. Existem mulheres que além de cuidar da casa e da família ainda trabalham fora.
O mesmo ocorreu nas Universidades. As mulheres foram chegando aos pouquinhos, “comendo pelas beiradas”, até compor o quadro que hoje estamos habituados a ver: um maior número de mulheres que homens ocupando as salas, inclusive em cursos que antes não se aceitava a profissionalização do sexo feminino, como o de geologia.
Ao contar a sua história no jornal da UNESP, a geóloga Maria Rita Caetano Chang, diretora do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da UNESP, campus de Rio Claro, fala como foi difícil a sua trajetória no campo das ciências exatas, chegando a ouvir NÃO da Petrobrás com um simples argumento: “A Petrobras não está convocando mulheres!”. Só que essa justificativa não foi bastante para Maria Rita, ela lutou junto com outras mulheres para conquistar o merecido espaço para as geólogas brasileiras, mudando o cenário nos bancos universitários e nas empresas.
Só que isso ainda não é o bastante. As mulheres ainda querem mais, e como as coisas mudam, o que hoje é improvável, para elas, amanhã pode ser normal.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

NOSSA RELAÇÃO COM A TERRA


E a pergunta que fica é: até quando o planeta suportará ser "espremido" para satisfazer nossa sociedade?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

VOCÊ É UM GEÓLOGO SE...


1 - Pronuncia a palavra "Molibdenita" ou "Stilpnomelano" corretamente na primeira tentativa.
2 - Você acha que um corte de estrada é uma atração turística.
3 - Sua mãe já lhe pediu para retirar suas amostras pra fora da cozinha ou quarto.
4 - Você já trabalhou com sondadores que poderiam perfeitamente trabalhar em "Armagedon".
5 - O ajudante de bagagem do aeroporto ou rodoviária já lhe conhece e se recusa a ajudá-lo.
6 - Você associa a palavra "dureza" com relação ao valor da escala de Mohs ao invés de trabalho.
7 - Se há uma ametista em seu aquário.
8 - Você não acha que um "trilobita" se parece com uma barata.
9 - Você tem um quadro no seu quarto com a classificação mineralógica de "Dana".
10 - Você fica excitado com aquele documentário sobre geologia na Discovery.
11 - Odeia gerente de posto de gasolina e fiscal da Petrobras

sábado, 13 de junho de 2009

O JADE MAIS VALIOSO DO MUNDO

Pesando cerca de 117 kg, o jade acima será leiloado em Yangon, Birmânia, estimado em US$ 117,5 milhões (cerca de R$ 235 milhões). Vai encarar?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PARA REFLETIR...


quarta-feira, 3 de junho de 2009

CLIVAGENS DO CORAÇÃO - CAP. I

Capítulo I - A Paragênese do amor

Aquele granito já não era o mesmo... As intempéries da vida tinham transformado os minerais, outrora imaturos e inconsequentes, em compostos mais estáveis e seguros de si. Ortoclásios virando caulinitas, biotitas passando para cloritas... Todavia, alguns foram poupados das adversidades intempéricas, entre eles o quartzo, que com a imponência de suas ligações covalentes de silício e oxigênio exibia toda a beleza que elas poderiam lhe proporcionar.

Dentre os cristais de quartzo existentes naquele afloramento secular, havia um em especial, inserido entre placas de micas e alguns feldspatos. Um cristal bem formado, incolor, com um brilho vítreo tão intenso que dir-se-ia que era um diamante por um leigo. Possuia uma fratura conchoidal resultante de uma violenta colisão com um clasto, a qual se gabava em exibir. Altivez e desdém eram características marcantes desse mineral, tão forte e indiferente ao intemperismo da região que duvidava-se da sua real dureza.

A poucos milímetros dali, existia uma simpática microclina, uma dentre as poucas presentes naquele diápiro aflorante. Seu verde intenso e clivagens protuberantes quase perfeitas lhe garantiam uma sensualidade singular, realçada por seu brilho segundo 001. Entretanto, suas estrias resultantes da exsolução ofuscavam um pouco essa beleza mineralógica, mas não ao ponto de apagar totalmente suas mais belas propriedades.

O quartzo e a microclina descritos formam um casal há centenas de anos, separando-se constantemente. Porém, como não podiam se separar literalmente, acabavam reatando. Um caso de amor cheio de fraturas, com inclusões de malícia e de dureza pouco alta para tal paragênese.

De um lado, um mineral forte, sobranceiro e por vezes frio para com sua companheira, o qual clivava e fraturava frequentemente seu coração. Do outro, um cristal sensível, não muito resistente ao intemperismo emocional, que facilmente derramava lágrimas iônicas de potássio. Qual será o destino desse romance mineralógico? Dentro do possível, postaremos mais capítulos desta excêntrica novela... Fique de olho, pois a qualquer momento voltaremos com fortes emoções de "Clivagens do Coração"!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

BATIZANDO MINERAIS...


Quartzo, topázio, galena, hornblenda... Minerais tão falados e relativamente comuns que seus nomes já estão incorporados ao nosso cotidiano. Mas qual o significado de seus nomes? Qual o critério que se usa para denominar um mineral? Alguns levam o nome de seus descobridores, como é o caso da biotita, em honra ao físico francês J. B. Biot. Outros são em alusão a seu hábito, como a tetraedrita, ou quanto sua composição química, como a sodalita, ou mesmo em relação a sua cor, a exemplo da azurita. Alguns são originários de fatos interessantes, desde casos de encher a cara a até enganos fatídicos. Ficou curioso? Confira a origem do nome de alguns minerais:


QUARTZO CRISTAL DE ROCHA


Origem do nome:
O nome vem do grego 'krystallos', que significa gelo, pois na Antiguidade acreditava-se que era um gelo eterno. Apesar de seu nome correto ser Cristal de Rocha, é também chamada de Quartzo.
Como o nome diz, realmente parece gelo eterno, pois sua aparência mais conhecida é incolor e transparente, normalmente encontrado com 6 lados.



História:
O maior Quartzo registrado até hoje tem 6 metros de comprimento.
No passado, a luz do sol focalizada através do quartzo era utilizada para cauterizar feridas.
Os Xamãs, indígenas americanos, usavam cristais de quartzo como instrumentos de adivinhação e de caça, acreditando que as pedras eram habitadas por espíritos que tinham de ser alimentados periodicamente esfregando-se nos cristais o sangue de veados.
Os índios mexicanos acreditavam que os quartzos eram habitados pela alma dos mortos.
Alguns acreditam que os cristais de quartzo foram utilizados para fazer levitar imensos blocos de pedra para a construção do Templo de Salomão.
As senhoras romanas portavam bolas de cristal de quartzo não somente para fins medicinais como também para esfriar as mãos no tempo quente.
Afirma-se que cristais geradores eram utilizados na Atlântida para fornecer energia elétrica, aquecimento, luz e outras fontes de força.
Existe uma crença folclórica que dizia que para matar a sede, era só manter um quartzo na boca.


AMETISTA


Origem do nome:
O nome vem dos gregos que a chamavam de AMETHYSTOS, que significava "Contra a embriaguês".
Pertence à família do Quartzo e sua cor está baseada em tons de violeta.


História:
Tradicionalmente era recomendada para a cura do alcoolismo. Diziam que o seu uso tinha um efeito poderoso naqueles que usavam muito frequentemente o "copo".
Essa idéia da sobriedade nos tempos antigos tinha uma base simples: servia-se vinho em xícaras de ametista talhada. A cor púrpura reforçava naturalmente a cor do vinho, permitindo que os servos o aguassem ou mesmo servissem água pura a amos bêbados demais para perceber a diferença.
No século XV, acreditava-se que a ametista tinha o poder de controlar pensamentos maléficos.




ALEXANDRITA



Origem do nome:
Foi descoberta na Rússia, no início do século XIX. O nome é em virtude do Czar Alexandre II.
Tem uma característica muito interessante, a cor é verde com a luz do dia e vermelha com luz artificial.


História:


Diz a lenda que o czar Alexandre II foi presenteado por um monarca russo com um certa pedra verde. Alexandre entregou-a a seu lapidador. Para a infelicidade do joalheiro, a pedra foi devolvida ao czar a noite: ao receber uma pedra vermelha, sentiu-se traído, e o lapidador acabou morto.
A maior pedra encontrada foi em Sri Lanka e tinha 1.876 quilates, a maior lapidada pesa 66 quilates e se encontra no Smithsonian Institution, em Washington.



ÁGUA-MARINHA



Origem do nome:
O nome é devido à sua cor ser semelhante a água do mar.
A cor varia do azul-claro ao azul, pertence à família do Berilo, juntamente com a esmeralda.



História :
Através dos séculos tem sido conhecida como a "Pedra dos Marinheiros", e possui a capacidade de proteger os viajantes, e particularmente a todo tipo de viagem por mar ou ar.
No passado era utilizada para a confecção de armação de óculos, que surtiam nas pessoas um efeito tranquilizador.
Na Idade Média acreditava-se que atuava como tônico. Supunha-se que atraía a ajuda e proteção dos espíritos da luz e da sabedoria.
Atualmente é considerada benéfica para proporcionar calma e facilitar a comunicação e o diálogo,devido a sua cor estar relacionada com o chackra laríngeo.
A maior água-marinha com qualidades para ser lapidada foi encontrada em Marambaia, Minas Gerais (Brasil). Pesava 110,5 Kg, media 48,5 cm de comprimento e 41 cm de diâmetro. A partir dela foram lapidadas pedras de menor tamanho.
Os cristais de água-marinha natural podem ser objetos impressionantes. Um exemplo espetacular registrado foi um cristal de 2,20 metros de comprimento, 40 cm de diâmetro com mais de 120 quilos, transparente de extremidade a extremidade, com o centro azul e o exterior esverdeado. Na época foi negociado por 25.000 dólares.


ÁGATA



Origem do nome:

O nome provavelmente é derivado de ACHATES, um rio da Sicília, onde era extraída na Antiguidade.
A característica básica é ser formada por microscópicos cristais de quartzo, dispostos em bandas de cores distintas. As cores e formas são tão variadas que uma coleção de pedras de Ágata, pareceria uma coleção de muitas pedras diferentes. A maioria das ágatas coloridas que vemos hoje, são tingidas artificialmente.


História:
Há 3000 anos a Ágata já era trabalhada no Egito sob a forma de selos, pedras para anéis, gemas e vasilhas. Foi utilizada também como amuleto, para proteger do raio e da tempestade. A Ágata musgosa, uma variedade que tem em sua estrutura, filamentos de musgo, era levada pelos agricultores penduradas em seu corpo ou amarradas no chifre do boi do arado, para garantir colheitas abundantes

domingo, 31 de maio de 2009

É GEOLOGIA, PÔ!

É inevitável. É premeditado. É quase que uma lei física, uma coordenada ou mesmo uma profecia que sempre se cumpre. Mas na primeira vez que você diz o curso que está fazendo, o diálogo é sempre o mesmo:

1º Round
[Você]
- Estou fazendo Geologia.
[Pessoa Medíocre] - Geografia?

Aí você pensa: "Será que falei embolado e ela não me entendeu?". Então, dispondo de paciência e boa vontade, repete-se:

2º Round
[Você]
- Não, Geologia.
[Pessoa Medíocre] - Ah... Biologia!

Acalme-se... Não culpe essa pobre criatura sedenta de informações por nunca ter ouvido falar o nome dessa ciência, afinal, a mesma não é tão conhecida. Já xingando a pessoa por dentro e impaciente, você fala numa tentativa derradeira e desesperada de entendimento:

3º Round
[Você] - Não!!! Geologia!!!
[Pessoa Medíocre] - O quê? Teologia???

Aí é o fim da picada... Controle-se para não esganar o dito cujo...

É bem provável que você já tenha passado por uma situação semelhante acima. Há um grande desconhecimento acerca da Geologia, bem como da diferença desta principalmente com a Geografia. Um dos motivos da confusão seria a própria etimologia (Geo=Terra, Logia: Estudo; Geo=Terra, Grafia=Descrição), que soa bem parecido. Embora o objeto de estudo de ambas as ciências seja o mesmo, o modo com o qual se trata o planeta é diferente: enquanto a Geografia o estuda quanto ao clima, acidentes físicos e se estende ao social falando de populações, divisões políticas, etc, a Geologia não se adentra nestes últimos aspectos, voltando-se para o estudo da composição, origem e evolução da Terra, resumidamente falando.

Confundir Geologia com Geografia é até "aceitável"... Mas confundi-la com a Biologia já é demais! Tudo bem que ela estuda a Terra de uma certa forma, e graças a seus subsídios que foi possível estabelecer o tempo geológico, porém existe um grande divisor de água entre ambas: o orgânico e o inorgânico. Quem estuda o quê é tão óbvio que nem vale a pena comentar...

Cansado de repetir 6,02 x 100000 vezes para alguém que seu o seu curso não é Geografia, Biologia ou seja lá o que for terminado em "ia", mas sim Geologia? Tenha paciência, afinal, depois de compreender o nome da ciência, você terá que aguentar as ridículas piadinhas relativas a profissão... E viva a ignorância!

sábado, 30 de maio de 2009

30 DE MAIO - DIA DO GEÓLOGO!


Se você perguntar a uma pessoa o que é um odontólogo, ela rapidamente te responderá, mesmo que numa visão superficial: o médico que trata dos dentes. Agora pergunte a qualquer um: o que é um geólogo? Provavelmente a pessoa ficará muda, e caso se arrisque a dar um palpite é quase que certo a confusão com uma profissão de nome semelhante. Essa é uma lamentável realidade, principalmente aqui no Brasil, acerca desse profissional tão importante ao homem.

O dia do geólogo é comemorado internacionalmente, mas essa data é passada tão despercebida no nosso país que seu significado é irrelevante a nossa sociedade. Em outras partes do mundo, o profissional tem sua importância reconhecida para o desenvolvimento sócio-econômico sustentável, mas aqui o seu valor ainda é pouco conhecido. Para o géologo Álvaro Rodrigues dos Santos, o desconhecimento em relação às atividades desse profissional "(...) deve-se em boa parte aos próprios geólogos, em geral mais afeitos a seus círculos profissionais específicos restritos e despreocupados em dialogar mais abertamente com a sociedade sobre as importantíssimas questões com as quais trabalha." Algo que não deixa de ser verdade.

A sociedade pouco sabe sobre o papel do geólogo, mas é graças a esses profissionais "anônimos" que ela usurfrui do bem-estar, conforto, tecnologia e segurança que detém. O que seria de nós sem os metais, carvão, petróleo, rochas ornamentais e de construção, as quais são localizadas por eles? O que seria de nós sem o precioso solo de onde retiramos os alimentos? O que seria de nós sem o geólogo? Com certeza nossa vida seria muito mais difícil, para não dizer impossível.

Contudo, com o desordenado crescimento populacional e a escassez de recursos naturais, dentre eles a imprescidível água, haverá a exaltação dessa profissão, visto que a mesma será a solucionadora dos problemas decorrentes do precário futuro que construímos. Nos últimos três anos, iniciou-se uma maior contratação de geólogos aqui no Brasil com o intuito de suprir o seu parque industrial: seria esses indícios uma evidência de uma nova era para a profissão no país?

Impopular, desvalorizado, louco na concepção de alguns: esse é o perfil do geólogo brasileiro. Mas só quem realmente ama a Terra, acha uma simples "pedra" algo sensacional e consegue desvendar a história do planeta é quem realmente sabe seu verdadeiro valor. Afinal, um geólogo não é algo que se vê todo dia: é um artigo raro.

Para todos os profissionais da área e aos futuros geólogos, um Feliz dia do Geólogo!


quinta-feira, 30 de abril de 2009

UMA CIÊNCIA FASCINANTE

Como uma "simples" rocha pode nos informar sobre antigas condições ambientais do planeta? Como ela é capaz de nos confidenciar as formas primitivas de vida, seu surgimento e até a nossa própria estréia no tempo geólogico? A Geologia, ciência que possui preciosas informações sobre a Terra, é capaz de respondê-las. Porém, cabe aos geólogos interpretar esses dados para a compreensão do nosso planeta, assim como um histiador decodifica antigas escrituras para entender civilizações

E é aí que começa o fascínio geológico: recriar a história da Terra é algo complexo e intrigante. Seria como montar um grande quebra-cabeça de inúmeras peças, onde umas não se encaixam e outras faltam, atiçando a curiosidade em achá-las e preencher essas lacunas. Uma tarefa árdua de investigação, onde as pistas são rochas, fosséis e ambientes diversos e a lupa a mais poderosa ferramenta de um géologo ou qualquer outro profissional: o raciocínio.


Complexa, mas acima de tudo surpreendente, a Geologia nos dá um verdadeiro livro de história sobre a Terra: descreve sua "gestação", amadurecimento e prevê até mesmo seu destino. Uma ciência que é a chave para o passado e o presente e um binóculo para o futuro.